Tirinha – Eu amo você. Como sabe?

@teoeominimundo por @caetanocury

_Eu amo você.
_Como sabe?
_Porque eu sinto!
_Na verdade você ama o que está sentindo!
_E você? Não sente nada?
_Sinto muito…

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Tirinha – Não consigo voar e sofro por isso

Tirinha - Não consigo voar e sofro por isso

@teoeominimundo por @caetanocury

_Não consigo voar e sofro por isso…
_Voar não é da sua natureza!
_Verdade… Preciso aceitar quem eu sou.
_Faz muito bem…
_Pronto! Já me aceitei!
_E como se sente!
_Leve como uma borboleta!
_Como é bom ter os pés no chão…

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Tirinha – Nada sai do jeito que eu quero

Tirinha - Controlar e ser controlado

@teoeominimundo por @caetanocury

_Nada sai do jeito que eu quero.
_Que bobagem! Você não tem controle sobre os outros. Em compensação, ninguém tem o direito de te controlar. Ou seja, não obrigar e nem ser obrigado. Assim fica tudo mais leve, nao?
_Você me obriga a concordar contigo!
_Obrigada, saiu do jeito que eu queria!

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Tirinha – Muito tempo no microscópio

@teoeominimundo por @caetanocury

_Você passa muito tempo observando os outros nesse microscópio. Deveria olhar mais para dentro de si. Reconhecer seus medos e angústias. Enfrentar seus demônios internos. Assumir e aceitar suas fraquezas.
_Vai doer?
_Vai.

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Téo & O Mini Mundo – Comprar o livro

Téo & O Mini Mundo – O LIVRO reúne toda a produção de 2012 até os primeiros meses de 2019.

Para comprar o livroclique aqui

Téo & O Mini Mundo, uma webcomic delicada e intimista que conta as histórias de um universo observado por um menino através de seu microscópio, teve sua campanha de financiamento coletivo lançada no Catarse na madrugada de segunda-feira, 6 de maio de 2019. Os números surpreenderam: até o final da primeira manhã, o projeto já havia batido mais e 20% da meta inicial. No terceiro dia de campanha, atingiu 100%. Após 45 dias, a campanha terminou com 331% da meta, o que corresponde a 1301 apoiadores.

Segundo Caetano Cury, autor da série, tudo começou como uma necessidade de extravasar o acúmulo de emoções de sua vivência cotidiana. “Os sentimentos vão se somando e eu preciso colocar isso para fora, no papel. No começo, não imaginei que tantas pessoas fossem se identificar, mas aconteceu”. Com o tempo, o Mini Mundo cresceu e a borboleta Eulália se juntou a Téo para provocar mais reflexões e diálogos existenciais.

Seguida por mais de 80 mil pessoas nas redes sociais, Téo & O Mini Mundo já foi publicada em provas públicas oficiais e em material didático. Caetano revela que a ideia de compilar a produção em um livro partiu de pedidos constantes de fãs.

Toda a produção de 2012 aos primeiros meses de 2019 foi compilada em um livro de 96 páginas coloridas, com adição de material inédito e extras de bastidores. A obra está sendo publicada pelo selo RPHQ, quatro vezes indicado ao troféu HQ Mix. Para Cordeiro de Sá, editor do selo, em uma época de pouco diálogo e muita desinformação, a delicadeza e contundência de Téo & O Mini Mundo consegue tocar corações e mentes de forma ímpar. “Da arte ao texto, essa é uma obra fundamental para todas as idades”, afirma. O prefácio é assinado pelo ilustrador Cárcamo, um dos principais aquarelistas do país.

LINKS

Financiamento coletivo e projeto completo, com imagens, vídeo e descrições.
www.catarse.me/teoeominimundo

Téo e O Mini Mundo no Instagram:
www.instagram.com/teoeominimundo

Para comprar o livroclique aqui:

NA MÍDIA

Rádio CBN – Jornalista e ilustrador lança livro em quadrinhos

Revista Pais & Filhos – A ilustração de ‘Téo & O Mini Mundo’ vai virar livro e entrevistamos o autor: “Quero que vejam o mundo de outro jeito” 

Universo HQ – Téo & O Mini Mundo: das redes sociais para o Catarse

Revista Revide – Grupo de Ribeirão Preto promove financiamento coletivo para lançamento de quadrinho 

TV Sul – Téo & O Mini Mundo de Caetano Cury vai das tirinhas para o livro 

Clube FM – Téo & O Mini Mundo é o nome da coletânea em quadrinhos do guaxupeano Caetano Cury.

Portal da Cidade de Guaxupé – Campanha bate meta e livro “Téo & O Mini Mundo”, de Caetano Cury, será lançado 

 

 

 

Tirinha – Sinto que sou enganado

Tirinha - Sinto que sou enganado pelos meus sentimentos

@teoeominimundo por @caetanocury

_Sinto que sou enganado pelos meus sentimentos.

_Sentir ser enganado não é também um falso sentimento?

_Agora você me pegou.

_Sinto muito.

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Tirinha – Não compreendo o Mini Mundo

Tirinha - Não compreendo o Mini Mundo

_Não compreendo o Mini Mundo. Se aproximo a lente, vejo só fragmentos da realidade. Se eu afasto, tenho uma visão ampla, mas os detalhes somem. O que eu faço? Como enxergar o Todo, Eulália?
_Fechando os olhos, talvez…

teoeominimundo por @caetanocury

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Tirinha sobre a despedida – Hora de partir

@teoeominimundo por @caetanocury

_Minha hora de partir está chegando.
_Não quero pensar nisso.
_Pois deveria, para cada minuto comigo ser mais valioso.
_Ou mais melancólico.
_Queria não saber a verdade?
_Queria que você nunca se fosse.

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Tirinha – Como lavar a louça sem sofrência

Como lavar a louça sem sofrência.

@teoeominimundo por @caetanocury

Sinta a louça e a água nas mãos.

Aproveite o tempo para ouvir música.

Ou filosofia.

Alegre-se com o resultado.

Se a sofrência persistir, lembre-se de Geraldo Martins de Oliveira…

…que não tem louça pra lavar…

…porque não tem o que comer.

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Tirinha – Você está chateada?

_Você está chateada?
_Sim.
_Porque eu gritei com você?
_Não.
_Por que então?
_Porque eu gritei de volta.

@teoeominimundo por @caetanocury.

Timelapse da tirinha sendo colorida em aquarela:

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Tirinha sobre o conhecimento

Tirinha sobre o conhecimento

Eulália refletindo Lao-Tsé, Sócrates e Kant.

_Eu sei muito pouco… E sei que é impossível saber tudo. Logo, se eu sei que eu não sei, eu nem preciso sair do lugar para saber que eu já sei o suficiente!
_Como você é confusa, Eulália!
_Eu sei.

@teoeominimundo por @caetanocury.

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Tirinha Schopenhauer e a música

Tirinha Schopenhauer e a música

_A música é um escape das dores do mundo.
_ O amor também! Um romance verdadeiro, recíproco, puro! Você deveria ter se casado.
_La la la!

O que você faz para escapar das dores do mundo?

@teoeominimundo por @caetanocury.

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Tirinha – Você também está com medo?

Tirinha - Você também está com medo?

@teoeominimundo por @caetanocury.

_Tô com medo…
_Calma. Tudo vai se ajeitar.
_Tomara…
_E depois se desajeita de novo. E se ajeita. E se desajeita… É um ciclo.
_E o ciclo nunca acaba?
_Sim! Um dia acaba…
_E depois?
_Depois começa outra vez…

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Exposição nas redes sociais

_Selfies. Sorrisos. Poses. Todo mundo quer se mostrar.
_Se mostrar ou se esconder?

Uma tirinha sobre o comportamento de usuários de redes sociais. O que está por trás de postagens no Instagram, Facebook, Snapchat ou Twitter? Quais são os limites de exposição nas redes sociais? É possível descobrir a verdade que as fotos em redes sociais escondem? As redes sociais ajudam ou dificultam as relações entre as pessoas?

Deslizamento de Terra

Sexta caiu o mundo na Grande São Paulo. Deslizamentos, alagamentos, quedas de árvores. Gente que morreu soterrada. Enterrada viva. Hoje foi o primeiro dia útil depois da tragédia. Eu fui pra Franco da Rocha e Francisco Morato. Em Morato, o frentista de bigode grisalho apontou o caminho:

_Rua Iran.

O dedo dele indicava pro alto. De longe, deu pra ver mais ou menos onde era. Longe. E alto. Nelson Gonçalves cantou no palco da minha cabeça:

“Vai barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade a seus pés
Vai barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei que tu és

Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobre é tão infeliz”

Subimos o morro de carro. Os ônibus azuis pareciam salsichas fazendo as curvas. Tinha mais lombadas que Guaranésia.

Na rua Iran, uma ruidosa retroescavadeira rapava a terra que ainda sujava o asfalto. Um homem de camisa vermelha olhava sozinho o buraco onde cabia uma casa. Ali tinha uma casa semana passada. Mas a terra do barranco gigante escorregou e engoliu tudo. O chão tremeu. Pai, mãe e filho foram enterrados vivos. O homem de camisa vermelha era colega de trabalho do pai que morreu. Conviveram durante 21 anos. Domingo eles passaram o dia juntos.

_Não sei se foi o destino ou se foi um acidente — refletiu o homem diante do gravador.

“Destino e acidente não seriam a mesma coisa?” — perguntei pra mim mesmo.

Guardei a filosofia no bolso, mirei para o alto e vi dezenas de barracões pendurados no morro e torci para que nem o destino nem um acidente os alcançasse.

Abaixo de um dessas casas suspensas estava uma rodinha de meninos, tradição do meu país. Uns sete ou oito. Alguns de bicicleta. Todos de pé. De pé no chão. Com a cidade a seus pés. Um deles viu nossa viatura e claro, ficou curioso:

_Vocês são da “rádia”?

Imaginei que pediriam socorro, que falariam sobre os vizinhos mortos, sobre os desalojados, sobre o medo da chuva e do barracão de zinco.

_Manda um abraço pra minha mãe! Ela chama Aparecida.

E riram tão alto que a terra quase tremeu outra vez.

Feijoada Light

No cardápio do dia, no buteco da Líbero Badaró, tinha feijoada normal, feijoada light e uma terceira coisa impossível de comer sozinho que eu nem guardei o que era.

Pedi a light.

Além da cumbuca com feijoada, veio uma travessa com arroz, couve, farofa amarela e uma bisteca generosa. E dois potinhos de porcelana branca. Um com vinagrete (96% cebola, 3% pimentão, 1% tomate). Outro com um molho marrom de pimenta que parecia caldo de feijão.

Almocei editando a coletiva do Haddad no celular, como de costume. O outro celular ficou em cima da mesa. Fiquei de olho. O lugar não era tão seguro. Eis que desaparata do meu lado, como mágica, um morador de rua com um saco nas costas. Pediu o que sobrou da comida e antes que eu respondesse avançou sobre a mesa.

Pegou o molho de pimenta que parecia caldo de feijão, ignorou meu aviso e bebeu como se fosse suco de uva. Depois, enfiou o osso da bisteca na boca. E com três colheradas, matou o vinagrete de cebola.

E sumiu.

Tudo durou 30 segundos.

Passado o espanto inicial, lembrei daquele poema do Bandeira:

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

A Carne é Fraca

 Sérgio é o nome desse senhor aí do desenho.

Ele não me disse o sobrenome. Tava com medo dos “donos da boca” verem ele falando com a gente. Ali na cracolândia, no centro de São Paulo, a imprensa não é bem vinda. Mesmo assim deu pra trocar meia dúzia de palavras com o Sérgio. E ganhar o dia. Ele mora faz 30 anos na rua. Nasceu em São Paulo. Tava revirando um lixo quando o carro da Rádio Bandeirantes parou perto dele.

_O senhor já buscou ajuda pra sair da dependência?

_Já. Mas a carne é fraca, cê sabe como é, né?

Sei.

“A carne é fraca”.

Depois disso, perderam a graça todas as teses da prefeitura e da polícia sobre porque tanta gente se envolve com o crack e vive como um zumbi. A prefeitura culpou a polícia, que não combate os traficantes. A polícia culpou a falta de internações compulsórias, que deveriam “ser a regra, não a exceção”.

Mas a carne é fraca, disse o Sérgio.

Parei. Pensei. E concluí estar diante de uma explicação universal.

Somos animais.

Então, o Sérgio me olhou de novo e eu esperei mais uma grande revelação.

_Me dá uma moeda?

Por hoje, já era o suficiente.

(São Paulo, Estação Júlio Prestes, 20/11/2014)

Tirinha Sobre a Saudade – Tirinha 0057

Tirinha sobre a saudadeTirinha sobre a saudade

Tirinha sobre a saudade com cinco cenas, sendo três na primeira linha e duas na segunda. O fundo é branco na maior parte das cenas.

No primeiro quadro, uma moça de vestido rosa com bolinhas brancas olha com as duas mãos dadas para um rapaz de óculos e blusa verde água. Tem uma porta aberta atrás do rapaz, é uma porta solta, sem paredes.

Na segunda cena, ele cruza a porta, enquanto ela diz: “Bom trabalho!”. Ele responde: “Obrigado!”.

Na terceira cena ela fecha a porta e o rapaz, do lado de fora, escreve algo no celular.

Na quarta cena aparece uma nota musical saindo do bolso da garota. Ao mesmo tempo, do lado de fora, o rapaz começa a andar com a mão no bolso, antes de sumir da imagem.

No penúltimo quadro, ela tira o celular do bolso e está escrito: “Saudade!”.

Na última cena, ela fecha os olhos e abraça o celular.

 

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Uma dica: Viniloscópio

O traço dele é só dele. As cores também. Dá pra ver de longe e sacar que é do Vinil. Vinícius Falcão (ou só Vinil) é dono do blog Viniloscópio (http://viniloscopio.wordpress.com/). Entre suas apostas recentes está a Fábula Sousa, menina-pensamento que viaja por um mundo tão peculiar quanto a cabeça do autor. São tirinhas enigmáticas, que dão nó na cuca. E de tão profundas, se revelam simples como tudo o que realmente importa.

 

Vinil entra pra lista dos quadrinistas que nasceram para registrar o invisível. O que ele faz é pra sempre. O traço dele é só dele. As cores também. Mas a mensagem fica em cada um de nós.