Uma praça, um ipê e um fusca em aquarela

Vamos desligar o celular de vez em quando pra manter a sanidade mental? Eu tenho feito isso. Também desativei todos os alertas de aplicativos de notícias e também saí de grupos de WhatsApp que espalham o medo e geram ansiedade. Também passei a conversar mais com as pessoas por telefone, por voz ou por vídeo. As mensagens de texto são frias e tomam muito tempo. A voz dos parentes e amigos, mesmo à distância, aquece e conforta. E falar sobre a angústia e a ansiedade é bastante terapêutico.

Mas o que essa pintura tem a ver com tudo isso?

É uma aquarela que foi feita com transmissão ao vivo pelo Instagram, com a participação da maravilhosa @tatyabraoterapias. Veja a conversa completa nos stories. Nós conversamos enquanto eu pintava essa cena, que é uma tradicional avenida da minha cidade, Guaxupé-MG, de onde a Taty falava.

Além de me transportar para lá, a pintura me fez passar mais de duas horas sentindo a alegria de fazer um trabalho manual, orgânico. E na companhia de amigos, o que é fundamental.

Obrigado a todos que assistiram e participaram!

E você? Tem conversado por voz com seus familiares e amigos? Tem feito algo que te dá alegria?

Por fim, queria dizer que procurar alegria não é fugir do problema ou ser alienado. Mas é juntar forças para enfrentar a crise com a mente sã e o coração tranquilo.

Vamos em frente!

@caetanocury

#fiqueemcasa #aquarela #watercolour #watercolor

Livro Téo & O Mini Mundo de graça no Kindle

Liberamos a versão digital do livro do Téo para download gratuito na Amazon!

É um incentivo para que você mude o foco durante a quarentena, além de ser uma forma de apresentar o nosso trabalho para quem ainda não conhece.

A gratuidade vale até quarta-feira, exclusivamente pelo site da Amazon.

Recomendamos a leitura pelo aplicativo Kindle para celulares e tablets. Em tablets a experiência é ainda melhor.

Aproveite para marcar os seus amigos que gostariam de saber dessa notícia.

Espero de coração que o livro te ajude a sair da realidade, mesmo que por alguns minutos.

Um abraço e #fiqueemcasa.

@caetanocury

#ebook #ebookgratis #tirinhas #tirinha #bandadesenhada

Tirinha – Diário da Pandemia – 7

Como você tem reagido diante do excesso de informações sobre o coronavírus?

_Tento me desligar, mas a cabeça fervilha e o coração aperta. Eu tenho medo.
_Ou é o medo que tem você?

As cenas desta tirinha tiveram como referências as fotos de Carlos Eduardo Ramirez, Paolo Miranda e Piero Cruciatti, publicadas nas reportagens a seguir:

Tirinha – Diário da Pandemia – 5

_O vírus foi inventado para resolver a crise da aposentadoria nos países!
_Fake news, mãe.
_Mata os velhos e acaba o problema! Eu li na internet!
_Notícia falsa!
_Mas esse vírus não vai me pegar porque eu resolvi me isolar em casa!
_Ah, é?
_E você não insista porque eu não vou sair!
_Tudo bem, como queira…
_Então tchau!
_Tchau, mãe!

_Melhor não contrariar…

Saiba mais:

Tirinha – Diário da Pandemia – 2

TIrinha - Diário da Pandemia - 2 Para saber mais sobre a relação entre papel higiênico e epidemias, leia esta matéria: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2020/03/12/a-psicologia-por-tras-da-corrida-por-papel-higienico-em-meio-a-medo-do-coronavirus.htm

Texto da tirinha:

Não posso tocar o rosto com as mãos sujas! Também preciso evitar multidões, fugir de abraços, beijos e apertos de mão! Manter o celular sempre limpo e que mais? Ah! Papel higiênico!

Téo & O Mini Mundo entre os 20 melhores quadrinhos do ano

Téo & O Mini Mundo é um dos 20 melhores quadrinhos de 2019.

É uma grande alegria estar na tão esperada lista anual do jornalista @sidney_gusman (foto), editor da Mauricio de Sousa Produções e um dos maiores especialistas em quadrinhos do Brasil.

Ele disse: “Em termos de sensibilidade, o material do Caetano Cury é o que mais se aproxima do que faz o genial argentino Liniers (@porliniers)”.

Muito obrigado, Sidney!

E parabéns a todos que aparecem na lista.

Veja o vídeo completo:

Aproveitamos também para cumprimentar o @cordeirodesa, da @rphqoficial, que cuidou com muito carinho da edição do livro e do projeto no @catarse.

E se você ainda não tem o seu exemplar de Téo & O Mini Mundo – O LIVRO, corre lá na nossa lojinha.teoeominimundo.com.br.

Ah, e se você já tem, siga o conselho da hashtag criada pelo Sidney Gusman e #dêquadrinhosdepresente!

Até mais!

Téo & O Mini Mundo na Blooks Livraria

Chegamos no shopping Frei Caneca e na Avenida Paulista! Hoje fomos acolhidos pela @blooks, uma livraria que admiramos muito. Na Blooks do Frei Caneca estamos até na vitrine, do ladinho da Mafalda! E logo estaremos também na Blooks do Reserva Cultural, na Avenida Paulista, no prédio da Gazeta. Ah, lembrando que nossa lojinha virtual está sempre aberta com envio pra todo Brasil: lojinha.teoeominimundo.com.br. Até mais!

 

Téo & O Mini Mundo na Ugra Press

Agora estamos também em uma loja de quadrinhos! E que loja! Obrigado @ugra_press por nos receber de braços abertos. A Ugra fica na rua Augusta, 1371 – loja 116 – Consolação, São Paulo. É pronta entrega, pra quem está pensando em dar de presente no Natal. E é o mesmo preço da nossa loja virtual: R$ 40. A Ugra fica pertinho da @9artegaleria, onde fizemos o lançamento do livro e a nossa exposição de originais em agosto. Ah, e a 9ª Arte continua vendendo prints, originais e livros da versão limitada da primeira edição. E pra quem não é de São Paulo, nossa lojinha virtual segue a todo vapor: lojinha.teoeominimundo.com.br. Boa semana a todos!

Tirinha – Eu amo você. Como sabe?

@teoeominimundo por @caetanocury

_Eu amo você.
_Como sabe?
_Porque eu sinto!
_Na verdade você ama o que está sentindo!
_E você? Não sente nada?
_Sinto muito…

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Tirinha – Não consigo voar e sofro por isso

Tirinha - Não consigo voar e sofro por isso

@teoeominimundo por @caetanocury

_Não consigo voar e sofro por isso…
_Voar não é da sua natureza!
_Verdade… Preciso aceitar quem eu sou.
_Faz muito bem…
_Pronto! Já me aceitei!
_E como se sente!
_Leve como uma borboleta!
_Como é bom ter os pés no chão…

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Tirinha – Nada sai do jeito que eu quero

Tirinha - Controlar e ser controlado

@teoeominimundo por @caetanocury

_Nada sai do jeito que eu quero.
_Que bobagem! Você não tem controle sobre os outros. Em compensação, ninguém tem o direito de te controlar. Ou seja, não obrigar e nem ser obrigado. Assim fica tudo mais leve, nao?
_Você me obriga a concordar contigo!
_Obrigada, saiu do jeito que eu queria!

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Tirinha – Muito tempo no microscópio

@teoeominimundo por @caetanocury

_Você passa muito tempo observando os outros nesse microscópio. Deveria olhar mais para dentro de si. Reconhecer seus medos e angústias. Enfrentar seus demônios internos. Assumir e aceitar suas fraquezas.
_Vai doer?
_Vai.

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Tirinha – Sinto que sou enganado

Tirinha - Sinto que sou enganado pelos meus sentimentos

@teoeominimundo por @caetanocury

_Sinto que sou enganado pelos meus sentimentos.

_Sentir ser enganado não é também um falso sentimento?

_Agora você me pegou.

_Sinto muito.

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Tirinha – Não compreendo o Mini Mundo

Tirinha - Não compreendo o Mini Mundo

_Não compreendo o Mini Mundo. Se aproximo a lente, vejo só fragmentos da realidade. Se eu afasto, tenho uma visão ampla, mas os detalhes somem. O que eu faço? Como enxergar o Todo, Eulália?
_Fechando os olhos, talvez…

teoeominimundo por @caetanocury

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Tirinha sobre a despedida – Hora de partir

@teoeominimundo por @caetanocury

_Minha hora de partir está chegando.
_Não quero pensar nisso.
_Pois deveria, para cada minuto comigo ser mais valioso.
_Ou mais melancólico.
_Queria não saber a verdade?
_Queria que você nunca se fosse.

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Tirinha – Como lavar a louça sem sofrência

Como lavar a louça sem sofrência.

@teoeominimundo por @caetanocury

Sinta a louça e a água nas mãos.

Aproveite o tempo para ouvir música.

Ou filosofia.

Alegre-se com o resultado.

Se a sofrência persistir, lembre-se de Geraldo Martins de Oliveira…

…que não tem louça pra lavar…

…porque não tem o que comer.

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Tirinha – Você está chateada?

_Você está chateada?
_Sim.
_Porque eu gritei com você?
_Não.
_Por que então?
_Porque eu gritei de volta.

@teoeominimundo por @caetanocury.

Timelapse da tirinha sendo colorida em aquarela:

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Tirinha sobre o conhecimento

Tirinha sobre o conhecimento

Eulália refletindo Lao-Tsé, Sócrates e Kant.

_Eu sei muito pouco… E sei que é impossível saber tudo. Logo, se eu sei que eu não sei, eu nem preciso sair do lugar para saber que eu já sei o suficiente!
_Como você é confusa, Eulália!
_Eu sei.

@teoeominimundo por @caetanocury.

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Tirinha Schopenhauer e a música

Tirinha Schopenhauer e a música

_A música é um escape das dores do mundo.
_ O amor também! Um romance verdadeiro, recíproco, puro! Você deveria ter se casado.
_La la la!

O que você faz para escapar das dores do mundo?

@teoeominimundo por @caetanocury.

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Tirinha – Você também está com medo?

Tirinha - Você também está com medo?

@teoeominimundo por @caetanocury.

_Tô com medo…
_Calma. Tudo vai se ajeitar.
_Tomara…
_E depois se desajeita de novo. E se ajeita. E se desajeita… É um ciclo.
_E o ciclo nunca acaba?
_Sim! Um dia acaba…
_E depois?
_Depois começa outra vez…

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Exposição nas redes sociais

_Selfies. Sorrisos. Poses. Todo mundo quer se mostrar.
_Se mostrar ou se esconder?

Uma tirinha sobre o comportamento de usuários de redes sociais. O que está por trás de postagens no Instagram, Facebook, Snapchat ou Twitter? Quais são os limites de exposição nas redes sociais? É possível descobrir a verdade que as fotos em redes sociais escondem? As redes sociais ajudam ou dificultam as relações entre as pessoas?

Deslizamento de Terra

Sexta caiu o mundo na Grande São Paulo. Deslizamentos, alagamentos, quedas de árvores. Gente que morreu soterrada. Enterrada viva. Hoje foi o primeiro dia útil depois da tragédia. Eu fui pra Franco da Rocha e Francisco Morato. Em Morato, o frentista de bigode grisalho apontou o caminho:

_Rua Iran.

O dedo dele indicava pro alto. De longe, deu pra ver mais ou menos onde era. Longe. E alto. Nelson Gonçalves cantou no palco da minha cabeça:

“Vai barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade a seus pés
Vai barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei que tu és

Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobre é tão infeliz”

Subimos o morro de carro. Os ônibus azuis pareciam salsichas fazendo as curvas. Tinha mais lombadas que Guaranésia.

Na rua Iran, uma ruidosa retroescavadeira rapava a terra que ainda sujava o asfalto. Um homem de camisa vermelha olhava sozinho o buraco onde cabia uma casa. Ali tinha uma casa semana passada. Mas a terra do barranco gigante escorregou e engoliu tudo. O chão tremeu. Pai, mãe e filho foram enterrados vivos. O homem de camisa vermelha era colega de trabalho do pai que morreu. Conviveram durante 21 anos. Domingo eles passaram o dia juntos.

_Não sei se foi o destino ou se foi um acidente — refletiu o homem diante do gravador.

“Destino e acidente não seriam a mesma coisa?” — perguntei pra mim mesmo.

Guardei a filosofia no bolso, mirei para o alto e vi dezenas de barracões pendurados no morro e torci para que nem o destino nem um acidente os alcançasse.

Abaixo de um dessas casas suspensas estava uma rodinha de meninos, tradição do meu país. Uns sete ou oito. Alguns de bicicleta. Todos de pé. De pé no chão. Com a cidade a seus pés. Um deles viu nossa viatura e claro, ficou curioso:

_Vocês são da “rádia”?

Imaginei que pediriam socorro, que falariam sobre os vizinhos mortos, sobre os desalojados, sobre o medo da chuva e do barracão de zinco.

_Manda um abraço pra minha mãe! Ela chama Aparecida.

E riram tão alto que a terra quase tremeu outra vez.

Feijoada Light

No cardápio do dia, no buteco da Líbero Badaró, tinha feijoada normal, feijoada light e uma terceira coisa impossível de comer sozinho que eu nem guardei o que era.

Pedi a light.

Além da cumbuca com feijoada, veio uma travessa com arroz, couve, farofa amarela e uma bisteca generosa. E dois potinhos de porcelana branca. Um com vinagrete (96% cebola, 3% pimentão, 1% tomate). Outro com um molho marrom de pimenta que parecia caldo de feijão.

Almocei editando a coletiva do Haddad no celular, como de costume. O outro celular ficou em cima da mesa. Fiquei de olho. O lugar não era tão seguro. Eis que desaparata do meu lado, como mágica, um morador de rua com um saco nas costas. Pediu o que sobrou da comida e antes que eu respondesse avançou sobre a mesa.

Pegou o molho de pimenta que parecia caldo de feijão, ignorou meu aviso e bebeu como se fosse suco de uva. Depois, enfiou o osso da bisteca na boca. E com três colheradas, matou o vinagrete de cebola.

E sumiu.

Tudo durou 30 segundos.

Passado o espanto inicial, lembrei daquele poema do Bandeira:

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.