Ciência x poesia

Uma vez eu desenhei a nave do Carl Sagan numa tirinha, mas nunca publiquei a cena.

Hoje resolvi divulgá-la pela primeira (e talvez única) vez.

Mas antes, preciso explicar o contexto.

Eu tenho uma tirinha chamada “O Orgulho dos Poetas”.

É essa aqui, disponível no livro O Lugar do Outro e em versão impressa na Lojinha do Téo:

Quando a publiquei no Instagram, algumas pessoas comentaram que uma coisa não anula a outra.

Verdade.

Uma flor serve para a planta se reproduzir e ao mesmo tempo embeleza o mundo.

Então, decidi fazer uma continuação.

E é aí que entra o Carl Sagan.

No livro O Mundo Assombrado Pelos Demônios (que eu recomendo muito), ele destaca as “maravilhas” que se descortinam quando mergulhamos na ciência.

Por mais que a ciência descubra como as coisas funcionam, elas não deixam de ser fascinantes e misteriosas.

E poéticas, na minha interpretação.

Conheci o Carl Sagan pela série Cosmos, em que ele viajava numa nave imaginária parecida com um asterisco.

Aí deu vontade de colocá-lo na tirinha a seguir, saindo de dentro da flor para sintetizar os pensamentos de Téo e Eulália:

No fim das contas achei que nem tudo mundo ia entender a referência e decidi não publicar.

Mas agora que você já conhece a história, faz sentido, não?

No próximo post vou falar um pouco mais sobre o Carl Sagan.

E te recomendar um vídeo dele que eu já assisti umas 300 vezes e nunca canso de ver.

Até lá!

Caetano Cury